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Mostrando postagens de janeiro, 2013

Morri em Santa Maria

 Hoje,também morri em Santa Maria. Morro e tenho morrido a cada notícia de mortes anunciadas que poderiam ser evitadas, sobretudo por aqueles que têm o dever de zelar pelos interesses do bem comum. Entretanto, deixemos os julgamentos necessários para o momento pertinente. Hoje, quando as palavras parecem não fazer sentido ou nos apresentam suas limitações para refletir a realidade, compartilho o texto tão terno de Fabrício Carpinejar que diz ou tenta dizer um pouco da minha/nossa tristeza e confusão. POR CARPINEJAR: Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.  A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.  Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.  As chamas se acalma...

A estrada é vida

Quanto mais a gente se distancia do ponto de partida, melhor entende de onde vem e, sobretudo, quem a gente é... Então, de viagem marcada para a costa, muy rica, de sol, mares, verdes... "Nossas malas surradas estavam novamente empilhadas na calçada; nós tínhamos caminhos mais longos a percorrer. Mas não importa, a estrada é vida" Jack Kerouac. É para isso que servem as viagens: para a vida e para nos aproximar das pessoas de quem gostamos. Feliz!

Sobre portos e viagens

Para todo navegante, apaixonado pela travessia, cada porto tem um significado que só pode ser sentido por aquele que ousou sair pelo mundo, oscilando e oscilante, por mares nunca “dantes navegados”.      Para alguns, porto há de ser a terra firme por onde seus pés repousarão, agasalhados pela momentânea certeza de que, por um tempo, um continente de encontros; de novos ares, de cheiros bons e a promessa de amor farão parte de seus dias, até que possam partir novamente. Há, também, aqueles que ao atracarem, depois de longa viagem, busquem em novas terras um motivo para ficar; uma saudade para matar; um beijo para dar; paisagens novas que ensurdeçam o murmúrio dos mares. Tanta coisa pode ser porto! Pessoas podem ser portos. Situações de vida são portos. O trabalho que se ama é porto.... Os portos esperam que atraquemos, bem ali, com notícias novas de terras passadas. Pode parecer que nos esperam passivamente. Não! Todo porto, bom po...

Rotinas

 Gosto de escrever, sobretudo aqui. Meu blog é um espaço lúdico ao qual venho para brincar com a minha criatividade, vestindo-o e desvestindo-o em planos de fundo e modelos avançados que encontro no Blogger. E para jogar com as palavras, buscando na escrita, desvelar outros sentidos que não só àqueles que elas denotam.  Aqui, escrevo sobre o que gosto, sobre o que me  provoca; me faz pensar e me emociona, posto canções que encontro na rede, que conheci no cinema ou que amigos me indicaram. Também saio para fazer visitas: vou a outros blogs para ler sobre o que faz pensar e emociona pessoas que escrevem bonito e me "emprestam", sem saber, um motivo, uma ideia, uma emoção para explorar. Essa rotina no Blog, mais reflexiva, desacelera e me tira do circuito das informações incessantes e intrigantes das redes sociais. Ando meio desconfiada de FB e companhia: das más notícias que  chegam e  fragilizam; dos implícitos cujo único objetivo é alfinetar, provocar, ofe...

No se piensa en el verano cuando cae la nieve

by Andréa Ualt Englischer Garten, em Munique, fevereiro de 2011.

Até que a morte nos separe

Fui ver "Viudas", do diretor argentino Marcos Carnevale. O argumento é uma conversa do cinema com estes binômios fantásticos: amor e traição, dor e luto, perda e enfrentamento; solidão versus solitude . Pessoalmente, gostei, é um bom filme,  do tipo que te leva ao cinema na tarde do primeiro dia do Ano Novo, em uma Porto Alegre cinzenta, chorona de chuva e vazia de gentes. Ri, pensei, gostei da música...Mas saí com a sensação de que a tal "conversa" com os velhos clichês da nossa complicada humanidade pedia mais fôlego, mais sal e pimenta, mais provocação... O argumento central é a morte de Augusto, marido de Elena ( a estupenda Graciela Borges) e amante de Adela ( Valeria Bertucelli) que sai desse triângulo amoroso depois de um infarto e com um inusitado pedido a sua mulher: "Cuidéla, porque está sola" (algo do gênero). Desse ponto e ao longo do filme, os encontros e os desencontros dessas duas mulheres tão diferentes, e ao mesmo tempo tão mulheres, ...

2013

Meus queridos: família, Amor,  amigos, seguidores, errantes...pra vocês guardei o meu melhor desejo... E que se cumpra no novo ano que se inicia: "Recomeça...   se puderes, sem angústia e sem pressa  e os passos que deres,  nesse caminho duro do futuro,  dá-os em liberdade,  enquanto não alcances não descanses,  de nenhum fruto queiras só metade." (Miguel Torga) Beijo grande! Que sejas bem-vindo, 2013...