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Tempo, tempo - desapareça

Como o tempo passa... Uma lembrança chega e me dou conta  de que já não são meus aqueles dias. Tempo independente que bate na janela, mostra -me  mais velha frente ao espelho. Confunde-me  nas fotografias. Tempo que se aninha nos fios do  meu cabelo, nos cantos dos meus  olhos, que se reacende na minha  memória. Não é que sinta, já tanto,  a tua falta, não há como voltar, eu sei. No entanto, gosto de lembrar! Nem sempre a saudade é uma viagem ... ....indesejável: Esta saudade que está, agora, ainda, com forma, com nome, com endereço. Só porque aquele tempo, resolveu não se despedir de mim.
A Ticcia foi embora...A Ticcia irmã da Paula, a cunhada do Marcus, a poeta do Mme. Mean cujos textos acompanhei tímida e silenciosamente, meio maga patalógica, desde Satolep, em dias que me sentia esvaziada de mim mesma e precisava, sei lá, de um aconchego virtual gigante, de palavras que funcionsassem como antídoto pra minha ansiedade...A Patrícia já foi, tá lá no Rio... Antes de ir, porém, se despediu pra lá de madame de todos os portos da Porto Alegre que povou os seus mundos e seus tempos no tempo que por lá esteve. Por mais que muitos dos espaços tocados por ela estejam na memória da gente, na minha memória de visitante de férias de verão na casa da avó, deu pra compartilhar com ela aquela saudadezinha doída e a estranheza que algumas despedidas de lugares e pessoas podem causar (tirando, óbvio, a referência ao Olímpico e à camisa do Grêmio...) Não sei se a Ticcia tem ideia de que esse bye a Porto Alegre, ao inverno, à melancolia sat...