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Morri em Santa Maria

 Hoje,também morri em Santa Maria. Morro e tenho morrido a cada notícia de mortes anunciadas que poderiam ser evitadas, sobretudo por aqueles que têm o dever de zelar pelos interesses do bem comum. Entretanto, deixemos os julgamentos necessários para o momento pertinente. Hoje, quando as palavras parecem não fazer sentido ou nos apresentam suas limitações para refletir a realidade, compartilho o texto tão terno de Fabrício Carpinejar que diz ou tenta dizer um pouco da minha/nossa tristeza e confusão. POR CARPINEJAR: Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.  A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.  Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.  As chamas se acalma...