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Mostrando postagens de agosto, 2010
“Desde sempre, nos momentos mais tristes, mais difíceis e duros, estranhamente lhe vinha a imagem de estar sendo embalada por um gigante, aconchegada, mesmo adulta, num colo enorme, onde cabia perfeitamente. Era grande, não sabia ser pequena, mas o gigante era maior e podia com seu peso, com seu tamanho, podia lhe carregar e lhe deixar adormecer protegida. Era o único COLO no qual cabia (...)" (Patrícia Antoniete,  http://www.revistaparadoxo.com/ )

Um mar de fogo vermelho tomando conta da América e do mundo

Sobre camélias, leveza, ouriços e singularidades...

( Capítulo do livro A Elegância do Ouriço de Muriel Barbery "De um corredor às Alamedas) " Qual é essa guerra que travamos na evidência de nossa derrota? Manhã pós manhã, já exaustos com todas essas batalhas que vêm, reconduzimos o pavor do cotidiano, esse corredor sem fim que, nas derradeiras horas, valerá por destino por ter sido tão longamente percorrido. Sim, meu anjo, eis o cotidiano: enfadonho, vazio e submerso em tristezas. As alamedas do inferno não são estranhas a isso; lá caímos um dia por termos ficado ali por muito tempo. De um corredor às alamedas: então se dá queda, sem choque nem surpresa. Cada dia reatamos com a tristeza do corredor e, passo após passo, executamos o caminho da nossa sombria danação. Ele terá visto as alamedas? Como se nasce, depois de se ter caído? Que pupilas novas em olhos calcinados? Onde começa a guerra, e onde cessa o combate?               ...

"Jorge sentou praça na cavalaria"

Imagem copiada do site http://www.ticcia.com/ - Xô, sexta-feira 13 e "...que meus oponentes nem em pensamento possam me fazer mal..."

SONoridade

Sentada, diante do meu computador, me dou conta de estamos todos ligados a diversos aparelhos portáteis de música: mps 3, 4, 5, 6, 7 infinitus…  Eles nos permitem ser deuses, em escala menor, de um mundo privado e irrepetível. Nos transformam em seres supremos, capazes de decidir, ainda que por poucos minutos, os limites entre o Bem e o Mal, entre o que pode ser e o que deve ser; nos permitem ver a dimensão do tempo que passa.  Nas nossas playlists favoritas definimos o complexo mapa desse mundo: uma geografia pessoal de altos e baixos, de idas e vindas; de aconchegantes vales e depressões onde podemos guardar nossos sonhos; rios que se desenvolvem tranquilos ou que arrasam tudo que encontram à frente. Um universo em que vivem criaturas sonoras, feitas a nossa imagem e semelhança, que colocamos em lugares que não compreendem, esperando que façam algo, que busquem seu lugar. Como se fosse fácil! Sem saber, levamos conosco uma reprodução sonora do que vai em nossas mente...
A Ticcia foi embora...A Ticcia irmã da Paula, a cunhada do Marcus, a poeta do Mme. Mean cujos textos acompanhei tímida e silenciosamente, meio maga patalógica, desde Satolep, em dias que me sentia esvaziada de mim mesma e precisava, sei lá, de um aconchego virtual gigante, de palavras que funcionsassem como antídoto pra minha ansiedade...A Patrícia já foi, tá lá no Rio... Antes de ir, porém, se despediu pra lá de madame de todos os portos da Porto Alegre que povou os seus mundos e seus tempos no tempo que por lá esteve. Por mais que muitos dos espaços tocados por ela estejam na memória da gente, na minha memória de visitante de férias de verão na casa da avó, deu pra compartilhar com ela aquela saudadezinha doída e a estranheza que algumas despedidas de lugares e pessoas podem causar (tirando, óbvio, a referência ao Olímpico e à camisa do Grêmio...) Não sei se a Ticcia tem ideia de que esse bye a Porto Alegre, ao inverno, à melancolia sat...

El Laberinto de Fauno

El Laberinto del Fauno es una fábula. Una fábula gris, sombria, llena de metáforas y alegorías. Es un excelente alimento para quiénes les gustan el cine, el buen cine, y para quienes aprecian la literatura del género fantástico. La peli empieza con una breve narración fabulosa sobre una princesa que deja su reino subterráneo para conocer la realidad humana y para probar de las consecuencias de sus actos. Enseguida del relato, se conoce a una niña de diez años, Ofelia, fascinada por los cuentos de hadas. La chiquitilla va con su madre al campo, para que encuentren a su padrastro, Vidal. Él es capitán de las fuerzas fascistas de Franco, que gobierna España en favor de los ricos y poderosos, con el apoyo de la iglesia católica. Vidal es un personaje violento, sádico, que no ahorra esfuerzos para exterminar a los rebeldes que amenazan al gobierno. Es el padrastro malo que maltrata a Ofelia. Alrededor de la casa, la niña encuentra un laberinto que la lleva a un camino subterráneo....