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Sobre camélias, leveza, ouriços e singularidades...

( Capítulo do livro A Elegância do Ouriço de Muriel Barbery "De um corredor às Alamedas) " Qual é essa guerra que travamos na evidência de nossa derrota? Manhã pós manhã, já exaustos com todas essas batalhas que vêm, reconduzimos o pavor do cotidiano, esse corredor sem fim que, nas derradeiras horas, valerá por destino por ter sido tão longamente percorrido. Sim, meu anjo, eis o cotidiano: enfadonho, vazio e submerso em tristezas. As alamedas do inferno não são estranhas a isso; lá caímos um dia por termos ficado ali por muito tempo. De um corredor às alamedas: então se dá queda, sem choque nem surpresa. Cada dia reatamos com a tristeza do corredor e, passo após passo, executamos o caminho da nossa sombria danação. Ele terá visto as alamedas? Como se nasce, depois de se ter caído? Que pupilas novas em olhos calcinados? Onde começa a guerra, e onde cessa o combate?               ...