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Mostrando postagens de 2018

"No dejes que las apariencias te engañen porque no son más que máscaras".

Sou morena entre loiras, ruivas e negras. Minha alma é distraída: só se encontra na imaginação. Tropeço nos meus próprios pés. Trabalho com o que amo. Tenho pequenos luxos, minhas bondades e um tantinho de poeira para esconder embaixo do tapete.  Quem não a tem? Vícios? Confessáveis: chocolate, livros... Gosto das manhãs; o pôr do sol me deixa triste. Gosto de ficar de pijama e  andar pela minha rotina, sem fazer nada, dona do meu tempo. Leio Julio Cortázar, mas também literatura best-seller  Gosto de casaquinhos de lã, dos meus pés descalços na areia; Gosto de praia, do mar com ondas, mas da água calma da piscina,  No verão ou no inverno, gosto de sentir o vento  no cabelo, a areia nos pés. O cheiro da  maresia...me faz sentir saudade. Eu gosto das tempestades. Gosto de surrealismo,  de Realismo Fantástico,  de “Alice no País das Maravilhas”. Aprecio a reciprocidade, a cumplicidade. Amo dirigir. Um sa...

E quando setembro chegar...

Eu gosto de setembro, da sua luz e da sua cor. Gosto de janelas abertas, de gente na rua, de florzinhas amarelas que nascem livres no campo, entre uma casa e outra. Gosto do burburinho das pessoas à noite. Eu gosto de setembro pelo que significa: primavera, dias mais quentes, noites cheirosas e olhos que dizem: "eu te vejo"!! Setembro tem cheiro de maçã, sabor de vinho novo; sedução no ar e sons de circo. Setembro tem aniversários: das minhas irmãs, de gente de quem gosto. E  têm amigos que passeiam comigo no final da tarde. O céu se pinta de laranja, de azul... Hasta la vista cinza.  Vestidos balançam,  unhas vermelhas,  boas intuições... Setembro, ah, quando chegares!

Trem

Serás sempre a vidraça do trem que me atravessa os dias a quilômetros por hora. Ou o meio metro de nó, sem corda, que prende o limoeiro à flor. Não tenho passagem. Queimei todas as viagens em aviõezinhos de papel... No entanto, alguém tinha inventado o trem.  E lá no peitoril, esquecido na poeira da casa, estarei eu: debruçada, do lado do lado de dentro do trem que corre veloz; na medida férrea das linhas das mãos que guardam bagagens sem destino... O desespero da locomotiva que morre a cada estação  é apenas o adeus de quem  não pode trocar de mundo.

Julio, um modelo para amar

Julio viveu em metáforas, nunca em aquários que protegiam rotinas... Ao contrário, convidava ao jogo, ao lúdico, à amarelinha. Deixar o inferno, alcançar o céu, chegar  a la Isla,  mediodía en punto. Cortázar contou-me  que o amor pode acontecer  nas  autopistas do sul,  do norte... E m todas as estações, sem destino, No tempo possível quem sabe? O tempo do coração. Todos os fogos ardem el fuego  suas criaturas  sussurram  Julio,  te queremos tanto!  A flor amarela,  Sem instruções, Aprendemos! . Cortázar batizou-me como leitora, deu-me  a rmas secretas para ressignificar  palavras, Sob a luz de La Maga. Pelas deshoras do tempo, o cronopio, renasce, como um verdadeiro perseguidor. Acaricia um gato, escuta, é jazz... Haverá sempre mandalas meopas no tabuleiro de xadrez

Tempo, tempo - desapareça

Como o tempo passa... Uma lembrança chega e me dou conta  de que já não são meus aqueles dias. Tempo independente que bate na janela, mostra -me  mais velha frente ao espelho. Confunde-me  nas fotografias. Tempo que se aninha nos fios do  meu cabelo, nos cantos dos meus  olhos, que se reacende na minha  memória. Não é que sinta, já tanto,  a tua falta, não há como voltar, eu sei. No entanto, gosto de lembrar! Nem sempre a saudade é uma viagem ... ....indesejável: Esta saudade que está, agora, ainda, com forma, com nome, com endereço. Só porque aquele tempo, resolveu não se despedir de mim.