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Mostrando postagens de março, 2013

O tempo é a minha casa

by Andrea Ualt Fonseca Implacável esse meu senhor! De qualquer forma, obrigada! Tenho aprendido muito e me curvo diante de sua sabedoria: "o tempo é a minha casa"... Assim mesmo, como canta Vítor Ramil. Tropecei  em meus próprios pés, caí em ciladas as quais deliberadamente construí... Nessa disputa entre mim e o tempo fugidio, provisório; intenso, sou ar e ele soberano. Não há como vencê-lo. Ele sabe! Eu recolho as folhas do outono, deslizo meus dedos pelo pó que cobre móveis; desato nós, observo e me silencio; limpo a casa; bebo meu café;  caminho, porque cada passo é um passo. Singular e íntimo. Aprendido! Não há porque me angustiar. Precisei apenas estabelecer um pacto entre as horas do coração e o tempo do relógio, e viver. Viver uma vida verdadeira. Nessa em que mais vale sentir uma tristeza sincera a brincar de ser feliz de mentirinha; a serenidade da lucidez a uma loucura a que te come o estômago. É tolice perder o hoje e não desejar o futur...