| by Andrea Ualt Fonseca |
Tenho aprendido muito e me curvo diante de sua sabedoria: "o tempo é a minha casa"...
Assim mesmo, como canta Vítor Ramil.
Tropecei em meus próprios pés, caí em ciladas as quais deliberadamente construí...
Nessa disputa entre mim e o tempo fugidio, provisório; intenso, sou ar e ele soberano.
Não há como vencê-lo.
Ele sabe!
Eu recolho as folhas do outono,
deslizo meus dedos pelo pó que cobre móveis;
desato nós, observo e me silencio;
limpo a casa;
bebo meu café;
caminho, porque cada passo é um passo.
Singular e íntimo. Aprendido!
Não há porque me angustiar.
Precisei apenas estabelecer um pacto entre as horas do coração e o tempo do relógio, e viver.
Viver uma vida verdadeira. Nessa em que mais vale sentir uma tristeza sincera a brincar de ser feliz de mentirinha;
a serenidade da lucidez a uma loucura a que te come o estômago.
É tolice perder o hoje e não desejar o futuro.
O tempo cura, limpa...
Não há mais espaço para o que não presta, faz mal, contamina, mas, sim, há para as reticências.
O tempo é o meu lugar e não é a ilusão da casa.
Eu sou dona do meu mundo e ele me faz mais forte.
Eu sei!
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