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Ventanas

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Fechei algumas janelas, porque devo, porque quero, porque posso. Não foi fácil: o vento de tempestade que faz "voar" folhas e assovia nos fios de eletricidade, me impedia fechá-las...Mas outras mãos se juntaram às minhas, não estive só. Se voltarei a abri-las, se desejarei espiar através do vidro, ou mesmo se encostarei meu rosto na sua matéria, não sei, não importa neste momento...

 Por agora, abro outras ventanas através das quais me chegam imagens novas, cheiros de inverno, um ruído aqui e outro lá que me excitam e incitam à vida. E a vida avança, eu com ela...Sem brados, pois penso que estes só serviriam para mostrar desespero ou talvez que não estivesse vivendo realmente. E isso nunca: tanto doída como perigosa, na escuridão como na luz, estou sempre viva:" vida que é minha, para o meu próprio consumo".

Estou vivendo a singularidade, o detalhe, os indícios que tantos desprezam e que, muitas vezes, podem descobrir o que é de fato verdadeiro, o que realmente vale à pena.

A serenidade somada à lucidez é um presente dos deuses - e os meus são do Olimpo.

Comentários

Marilda disse…
Isso mesmo amiga... novas janelas, novos ares... bjão

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