Eu nasci no inverno. Em uma manhã, na final da Copa do Mundo de 70. O Minuano que soprava, segundo a minha mãe, gelava o corpo de qualquer vivente. Mãos frias, corações quentes...
Eu gosto do inverno. Não me deprimem as manhãs pintadas de cinza, sinto saudade nos entardeceres de sépia e me seduzem as noites de céu limpo e estrelado. Convivo bem com as roupas pesadas, as mantas enroscadas no pescoço, os pés gelados e a vontade de ficar dormindo até mais tarde, depois do despertador, para aproveitar o "quentinho" da cama, conquistado bravamente durante a madrugada.
Sentir o frio faz parte da minha identidade: é como me sinto gaúcha em qualquer canto do Brasil.
Sentir o frio faz parte da minha identidade: é como me sinto gaúcha em qualquer canto do Brasil.
O som do vento que sopra nos fios, bergamota no sol, cheiro de café; chuva tocada à vento; temporais; vinho tinto, aconchego com a família e os amigos; churrasco aos domingos...
Alunos sonolentos, gentes aproveitando porções de sol em semanas em que é possível virar sapo são imagens pessoais, mas emblemáticas do inverno. Hibernamos. Nos escondemos em casa depois de uma certa hora. Não é o tempo da rua, sim do recolhimento na poltrona; da lareira e do abraço apertado.
São essas imagens que marcam o ritmo da vida que, em um momento dado, vai explodir e passear por aí, para dizer a que veio.
Só quem vive invernos pode compreender o sentido da primavera.
E ela chega amanhã! E com ela nos aprontamos, rumo ao verão, auge da luz.. Depois dos rituais do frio, nos toca agora, celebrar a vida. É tempo de arrepios, beijos e mão dadas; conversas e passeios.
É tempo das ruas e praças. Vermelho e amarelo; cheiro de jasmim, campos em flor. Calor e febres: de vida, de encantamento por si mesmo e pelo outro.
Tempos de manhãs constantes, de sorte e de amor .
Ciclo novo!
Alunos sonolentos, gentes aproveitando porções de sol em semanas em que é possível virar sapo são imagens pessoais, mas emblemáticas do inverno. Hibernamos. Nos escondemos em casa depois de uma certa hora. Não é o tempo da rua, sim do recolhimento na poltrona; da lareira e do abraço apertado.
São essas imagens que marcam o ritmo da vida que, em um momento dado, vai explodir e passear por aí, para dizer a que veio.
Só quem vive invernos pode compreender o sentido da primavera.
E ela chega amanhã! E com ela nos aprontamos, rumo ao verão, auge da luz.. Depois dos rituais do frio, nos toca agora, celebrar a vida. É tempo de arrepios, beijos e mão dadas; conversas e passeios.
É tempo das ruas e praças. Vermelho e amarelo; cheiro de jasmim, campos em flor. Calor e febres: de vida, de encantamento por si mesmo e pelo outro.
Tempos de manhãs constantes, de sorte e de amor .
Ciclo novo!
A primavera e eu já temos vários compromissos. Vou colher os dias, estar ao ar livre, rever amigos, ler, estudar, cumprir meus desejos pendentes...
Carpe Diem!
Carpe Diem!
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