Julio viveu em metáforas,
nunca em aquários
que protegiam rotinas...
Ao contrário,
convidava ao jogo,
ao lúdico,
à amarelinha.
Deixar o inferno,
alcançar o céu,
chegar a la Isla,
mediodía en punto.
Cortázar contou-me
que o amor
pode acontecer
nas autopistas
do sul,
do norte...
Em todas as estações,
sem destino,
No tempo possível
quem sabe?
O tempo do coração.
Todos os fogos
ardem
el fuego
suas criaturas
sussurram
Julio,
te queremos tanto!
A flor amarela,
Sem instruções,
Aprendemos!
.
Cortázar
batizou-me
como leitora,
deu-me
armas secretas
para ressignificar
palavras,
Sob a luz de
La Maga.
Pelas deshoras do tempo,
o cronopio,
renasce,
como um verdadeiro perseguidor.
Acaricia um gato,
escuta,
é jazz...
Haverá sempre
mandalas
meopas
no tabuleiro
de xadrez
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