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Quero mais

Imagem capturada do Blog Feelings Tempo para mandar minha imaginação passear por esses mundos,  para ver o que há lá na esquina.  Tempo para escrever o que me vem à cabeça.  Tempo para não fazer nada e para observar a vida secreta das borboletas .  Tempo para ler, vorazmente, os livros que quero ler.  Tempo para esticar-me no sofá e ver filmes antigos,  minhas séries favoritas; Joh nny Depp como pirata ou cigano.  Tempo para estar solitária com meus pensamentos e vê-los passar voando, agarrá-los no ar e analisá-los, ou deixá-los voar novamente se assim o   desejarmos.  Tempo para contemplar, escutar e sentir.  Tempo para dançar com a minha memória.  Tempo para conhecer.  Tempo para andar sem rumo fixo e  tempo para fixar o rumo.  Tempo para acariciar, para sentir o vento e escutar a chuva.  Tempo para falar pelos cotovelos e tempo para ficar em silêncio. P...

Sexta à noite

www.google.com Já fazia algum tempo que as noites de sexta eram as suas preferidas para escrever. Até altas horas. Um dia, sem que se saiba o porquê, Sexta cansou, brigou, bateu pé e disse que não compreendia por que entre todas as outras noites da semana tinha que ser ela, justamente, a escolhida. Não quis ouvir os argumentos Dela sobre o excesso de trabalho. A vontade por livros que  roubava Dela também o prazer por escrever. No entanto, o que Sexta queria era que suas necessidades também fossem atendidas. Queria melhores horários e condições de trabalho. Também desejava mais liberdade para ser noite, amante, menina, mistério, ser inspiração. Exigiu férias para poder ver a vida passar. Disse um até breve e poeticamente saiu a deambular com a lua pelas madrugadas, às vezes tempestade; outras caliente,  mas ,  sempre singular. Andrea

Há

"Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro..." (C.F.A) 

Sentir

Ando brincando meus sentidos.E não tenho me desapontado.  Um dos sentidos que mais experimento é o da audição.Eu sei ouvir!! É só alguém começar a falar que já estou ouvindo. Saber ouvir não é fácil, ainda que pareça. Nem todo mundo sabe, a maioria limita-se a escutar. E não ouve mesmo. Eu não,  sei ouvir desde pequena. Ouço todo tipo de som. E de ruídos. Os de perto e os de longe. Sei ouvir vogais e consoantes. E quando me esforço, até entendo! Sou uma especialista em sons. Outro dos mais importantes  sentidos humanos para o qual uso toda a minha habilidade é o da visão. Eu vejo! Com óculos ou sem eles. Acordo, abro os olhos e…vejo! Desde que nasci sei ver cores, listras, bolinhas... Até com os olhos fechados vejo luzes. Estrelinhas. Ainda que não queira - e muitas vezes não quero mesmo - posso ver TUDO. Menos filmes de terror. Esses não vejo. Às vezes, dou  uma olhadinha, mas tapo os olhos em seguida. Também sei cheirar...

O mundo nas costas

"Carrego nas costas meu mundo. E junto umas coisas que me fazem bem. Fazendo da minha janela, imenso horizonte como me convém. Das vozes do outro lado, eu levo a palavra. Dos sonhos dos outros, eu tiro a razão. Através dos olhos dos outros eu vejo meus erros. Das saudades, eu guardo a paixão. Sempre que eu quero, revejo meus dias. E as coisas que eu posso, mudo e arrumo. Vida que é minha, só para o meu consumo." (Esse texto não é meu. De onde o li, não havia referência ao seu autor. Ainda assim, resolvi transportá-lo para o blog para trazer esse movimento de leveza, intimidade e propriedade que senti - ainda que dessa sensação só eu possa compartilhar - quando o li. Palavras e cores para a primavera que se aproxima. Vida renovada: flores, olores, estornudos.

Escrevo

Quem escreve o faz solitariamente. Atravessa os corredores de um labirinto cuja saída pode ser a última palavra da última página que criou. Por que escrevo? Escrevo talvez como exercício de supervivência . Talvez escreva para me esquivar da vida ou vivê-la intensamente. Escrevo por paixão ,  pois toda a escrita pode ser lida como uma carta de amor (!?). Escrevo para alguém... Escrevo para expressar o meu próprio humor, a afetividade de que sou feita. Escrevo com o meu corpo: com o toque, com a carícia. Escrevo para ninguém... Às vezes, nem mesmo para mim. Escrevo para dar guarida ao que sinto e penso. Para quem não está próximo, para quem habita os abismos ou os fossos. Escrevo para cauterizar as feridas, que é o mesmo que dizer que escrevo para abri-las. Escrevo para acolher. Para dizer desse silêncio que no momento mesmo em que é dito acaba aniquilado. Escrevo para não escrever outras coisas. Para não fazer o que tenho que fazer. Ou, ao contrário,...