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O tempo é a minha casa

by Andrea Ualt Fonseca Implacável esse meu senhor! De qualquer forma, obrigada! Tenho aprendido muito e me curvo diante de sua sabedoria: "o tempo é a minha casa"... Assim mesmo, como canta Vítor Ramil. Tropecei  em meus próprios pés, caí em ciladas as quais deliberadamente construí... Nessa disputa entre mim e o tempo fugidio, provisório; intenso, sou ar e ele soberano. Não há como vencê-lo. Ele sabe! Eu recolho as folhas do outono, deslizo meus dedos pelo pó que cobre móveis; desato nós, observo e me silencio; limpo a casa; bebo meu café;  caminho, porque cada passo é um passo. Singular e íntimo. Aprendido! Não há porque me angustiar. Precisei apenas estabelecer um pacto entre as horas do coração e o tempo do relógio, e viver. Viver uma vida verdadeira. Nessa em que mais vale sentir uma tristeza sincera a brincar de ser feliz de mentirinha; a serenidade da lucidez a uma loucura a que te come o estômago. É tolice perder o hoje e não desejar o futur...

A julio, a quien queremos tanto

Julio y Teodoro "Tenemos que obligar a la realidad a que responda a nuestros sueños, hay que seguir soñando hasta abolir la falsa frontera entre lo ilusorio y lo tangible, hasta realizarnos y descubrir que el paraíso perdido está ahí, a la vuelta de la esquina..."                    Julio Cortázar

As horas...

Sempre as horas Encarar a vida pela frente... Sempre... Encarar a vida pela frente, e vê-la como ela é... Por fim, entendê-la e amá-la pelo que ela é... E depois deixá-la seguir... Sempre os anos entre nós, sempre os anos... sempre o amor... sempre a razão...sempre o tempo.... Sempre... As horas." Deixo, hoje, as palavras da escritora Virginia Woolf, texto final do filme "As horas' que assisti ontem . Espero que essa mensagem signifique algo pra ti, como significou pra mim! Sabemos que o tempo não para... Mas ele não pode ser o senhor das nossas vidas. Beijos

Morri em Santa Maria

 Hoje,também morri em Santa Maria. Morro e tenho morrido a cada notícia de mortes anunciadas que poderiam ser evitadas, sobretudo por aqueles que têm o dever de zelar pelos interesses do bem comum. Entretanto, deixemos os julgamentos necessários para o momento pertinente. Hoje, quando as palavras parecem não fazer sentido ou nos apresentam suas limitações para refletir a realidade, compartilho o texto tão terno de Fabrício Carpinejar que diz ou tenta dizer um pouco da minha/nossa tristeza e confusão. POR CARPINEJAR: Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.  A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.  Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.  As chamas se acalma...

A estrada é vida

Quanto mais a gente se distancia do ponto de partida, melhor entende de onde vem e, sobretudo, quem a gente é... Então, de viagem marcada para a costa, muy rica, de sol, mares, verdes... "Nossas malas surradas estavam novamente empilhadas na calçada; nós tínhamos caminhos mais longos a percorrer. Mas não importa, a estrada é vida" Jack Kerouac. É para isso que servem as viagens: para a vida e para nos aproximar das pessoas de quem gostamos. Feliz!