"Carrego nas costas meu mundo. E junto umas coisas que me fazem bem. Fazendo da minha janela, imenso horizonte como me convém. Das vozes do outro lado, eu levo a palavra. Dos sonhos dos outros, eu tiro a razão. Através dos olhos dos outros eu vejo meus erros. Das saudades, eu guardo a paixão. Sempre que eu quero, revejo meus dias. E as coisas que eu posso, mudo e arrumo. Vida que é minha, só para o meu consumo."
(Esse texto não é meu. De onde o li, não havia referência ao seu autor. Ainda assim, resolvi transportá-lo para o blog para trazer esse movimento de leveza, intimidade e propriedade que senti - ainda que dessa sensação só eu possa compartilhar - quando o li. Palavras e cores para a primavera que se aproxima. Vida renovada: flores, olores, estornudos.

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