Sim, eu quero!!
viver as minhas contradições,
poder errar
abandonar clichês
Por favor, então,
deixe -me vestir de egos,
maquiar-me de alegrias,
acobertar-me de segredos,
ainda que minha pele nua seja a renda mais lasciva com a qual posso me cobrir.
Eu desço do salto,
subo nas tamancas,
me dispo de pudores,
grito minhas bandeiras,
acaricio minha liberdade e
vivo
por tudo que faz meu coração vibrar,
por minhas vontades.
Não, eu não nego
os meus medos pequenos ou grandes.
Então,
não subestimes minha força
não ria das minhas tempestades
Não confundas minha sensibilidade
com incapacidade para me proteger.
Não me castres: sou antagônica, ambivalente, dicotômica.
Camaleona.
Quero viver minha fragilidade
e minha segurança;
todas as mulheres que me habitam.
Que não te surpreenda se a tua língua me sinta doce como o mel
ou amarga como o fel.
Não me prendas em rótulos e projeções.
Deixe-me ser no mundo
o mundo
que sei ser
viver as minhas contradições,
poder errar
abandonar clichês
Por favor, então,
deixe -me vestir de egos,
maquiar-me de alegrias,
acobertar-me de segredos,
ainda que minha pele nua seja a renda mais lasciva com a qual posso me cobrir.
Eu desço do salto,
subo nas tamancas,
me dispo de pudores,
grito minhas bandeiras,
acaricio minha liberdade e
vivo
por tudo que faz meu coração vibrar,
por minhas vontades.
Não, eu não nego
os meus medos pequenos ou grandes.
Então,
não subestimes minha força
não ria das minhas tempestades
Não confundas minha sensibilidade
com incapacidade para me proteger.
Não me castres: sou antagônica, ambivalente, dicotômica.
Camaleona.
Quero viver minha fragilidade
e minha segurança;
todas as mulheres que me habitam.
Que não te surpreenda se a tua língua me sinta doce como o mel
ou amarga como o fel.
Não me prendas em rótulos e projeções.
Deixe-me ser no mundo
o mundo
que sei ser
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