Acordei com vontade de escrever e escrevi muito hoje: três resumos para congressos, uma quinzena inteira de uma disciplina a distância, aulas; comentários e posts para esse mundo virtual que tanto me absorve...
Quando cheguei ao Blog para dar uma olhadinha e visitar outros blogueiros, pensei que seria legal terminar minha tarde, deixando uma escrita minha.
Quis escrever sobre o outono que começa amanhã e cuja luz se projeta de forma diferente pelas janelas da minha casa...Pensei, inclusive, em escrever sobre o quanto me sinto melancólica nessa estação; sobre lembranças que atravessam minha memória e sentimentos que me invadem...
Quis escrever sobre essa chuvinha tocada a vento que bate, ininterruptamente, nas vidraças e guarda-chuvas dos passeantes, atrevidos ou necessitados, que saíram às ruas...Uma despedida do verão com sua melhor capa de chuva cinza, como que lamentando ter que ir agora e esperar tantos meses para voltar com seus dias escaldantes, de canto da cigarra e horário de verão.
Achei que seria interessante continuar minha reflexão sobre o amor, após conversas com amigas, e nossas infinitas elucubrações sobre os homens, a vida, casamento, sexo e amor...Tempos difíceis esses vivido pelo amor amoroso, atravessado por tantas flechas: a infantilização de homens e mulheres, o narcisismo; por imagens e discursos que não mais ocultam o sentido utilitário que se dá às relações. Como "para sempre peter pans" temos nos negado a qualquer ante-sala do amor, pois não há tempo a perder, e amamos o efêmero e os objetos com a mesma intensidade com a qual poderíamos amar alguém. Solitários do amor, isso sim, obsedados pelo nosso umbigo. Para não incomodar uma certa Gata sequer vou atribuir a esse tempo o apogeu do machismo...Tempos pós...O que será da literatura?
Quando cheguei ao Blog para dar uma olhadinha e visitar outros blogueiros, pensei que seria legal terminar minha tarde, deixando uma escrita minha.
Quis escrever sobre o outono que começa amanhã e cuja luz se projeta de forma diferente pelas janelas da minha casa...Pensei, inclusive, em escrever sobre o quanto me sinto melancólica nessa estação; sobre lembranças que atravessam minha memória e sentimentos que me invadem...
Quis escrever sobre essa chuvinha tocada a vento que bate, ininterruptamente, nas vidraças e guarda-chuvas dos passeantes, atrevidos ou necessitados, que saíram às ruas...Uma despedida do verão com sua melhor capa de chuva cinza, como que lamentando ter que ir agora e esperar tantos meses para voltar com seus dias escaldantes, de canto da cigarra e horário de verão.
Achei que seria interessante continuar minha reflexão sobre o amor, após conversas com amigas, e nossas infinitas elucubrações sobre os homens, a vida, casamento, sexo e amor...Tempos difíceis esses vivido pelo amor amoroso, atravessado por tantas flechas: a infantilização de homens e mulheres, o narcisismo; por imagens e discursos que não mais ocultam o sentido utilitário que se dá às relações. Como "para sempre peter pans" temos nos negado a qualquer ante-sala do amor, pois não há tempo a perder, e amamos o efêmero e os objetos com a mesma intensidade com a qual poderíamos amar alguém. Solitários do amor, isso sim, obsedados pelo nosso umbigo. Para não incomodar uma certa Gata sequer vou atribuir a esse tempo o apogeu do machismo...Tempos pós...O que será da literatura?
Talvez não me caiba hoje escrever sobre nada desejado e pensado e melhor será voltar a caminhar pela tranquilidade do meu dia, entre um cafezinho e outro, milhos cozidos na panela de pressão.
É bom demais ter que fazer algo e desobrigar-se ao mesmo tempo, sem pressão, sem estresse, para aproveitar o ócio serenamente, como requer a felicidade....
É bom demais ter que fazer algo e desobrigar-se ao mesmo tempo, sem pressão, sem estresse, para aproveitar o ócio serenamente, como requer a felicidade....
Com licença, então, o sofá, minha gata e um bom filme me esperam...com os pés bem aquecidos, é claro!
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