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"No dejes que las apariencias te engañen porque no son más que máscaras".

Sou morena entre loiras, ruivas e negras. Minha alma é distraída: só se encontra na imaginação. Tropeço nos meus próprios pés. Trabalho com o que amo. Tenho pequenos luxos, minhas bondades e um tantinho de poeira para esconder embaixo do tapete.  Quem não a tem? Vícios? Confessáveis: chocolate, livros... Gosto das manhãs; o pôr do sol me deixa triste. Gosto de ficar de pijama e  andar pela minha rotina, sem fazer nada, dona do meu tempo. Leio Julio Cortázar, mas também literatura best-seller  Gosto de casaquinhos de lã, dos meus pés descalços na areia; Gosto de praia, do mar com ondas, mas da água calma da piscina,  No verão ou no inverno, gosto de sentir o vento  no cabelo, a areia nos pés. O cheiro da  maresia...me faz sentir saudade. Eu gosto das tempestades. Gosto de surrealismo,  de Realismo Fantástico,  de “Alice no País das Maravilhas”. Aprecio a reciprocidade, a cumplicidade. Amo dirigir. Um sa...

E quando setembro chegar...

Eu gosto de setembro, da sua luz e da sua cor. Gosto de janelas abertas, de gente na rua, de florzinhas amarelas que nascem livres no campo, entre uma casa e outra. Gosto do burburinho das pessoas à noite. Eu gosto de setembro pelo que significa: primavera, dias mais quentes, noites cheirosas e olhos que dizem: "eu te vejo"!! Setembro tem cheiro de maçã, sabor de vinho novo; sedução no ar e sons de circo. Setembro tem aniversários: das minhas irmãs, de gente de quem gosto. E  têm amigos que passeiam comigo no final da tarde. O céu se pinta de laranja, de azul... Hasta la vista cinza.  Vestidos balançam,  unhas vermelhas,  boas intuições... Setembro, ah, quando chegares!

Trem

Serás sempre a vidraça do trem que me atravessa os dias a quilômetros por hora. Ou o meio metro de nó, sem corda, que prende o limoeiro à flor. Não tenho passagem. Queimei todas as viagens em aviõezinhos de papel... No entanto, alguém tinha inventado o trem.  E lá no peitoril, esquecido na poeira da casa, estarei eu: debruçada, do lado do lado de dentro do trem que corre veloz; na medida férrea das linhas das mãos que guardam bagagens sem destino... O desespero da locomotiva que morre a cada estação  é apenas o adeus de quem  não pode trocar de mundo.

Julio, um modelo para amar

Julio viveu em metáforas, nunca em aquários que protegiam rotinas... Ao contrário, convidava ao jogo, ao lúdico, à amarelinha. Deixar o inferno, alcançar o céu, chegar  a la Isla,  mediodía en punto. Cortázar contou-me  que o amor pode acontecer  nas  autopistas do sul,  do norte... E m todas as estações, sem destino, No tempo possível quem sabe? O tempo do coração. Todos os fogos ardem el fuego  suas criaturas  sussurram  Julio,  te queremos tanto!  A flor amarela,  Sem instruções, Aprendemos! . Cortázar batizou-me como leitora, deu-me  a rmas secretas para ressignificar  palavras, Sob a luz de La Maga. Pelas deshoras do tempo, o cronopio, renasce, como um verdadeiro perseguidor. Acaricia um gato, escuta, é jazz... Haverá sempre mandalas meopas no tabuleiro de xadrez

Tempo, tempo - desapareça

Como o tempo passa... Uma lembrança chega e me dou conta  de que já não são meus aqueles dias. Tempo independente que bate na janela, mostra -me  mais velha frente ao espelho. Confunde-me  nas fotografias. Tempo que se aninha nos fios do  meu cabelo, nos cantos dos meus  olhos, que se reacende na minha  memória. Não é que sinta, já tanto,  a tua falta, não há como voltar, eu sei. No entanto, gosto de lembrar! Nem sempre a saudade é uma viagem ... ....indesejável: Esta saudade que está, agora, ainda, com forma, com nome, com endereço. Só porque aquele tempo, resolveu não se despedir de mim.

All the things you are

Então, Ele brincava de esconde -esconde... Como um senhor do tempo, escondeu-se nas histórias das histórias, de seus livros, de seus discos... Quem poderá encontrá-lo? Onde encontrá-lo? Esperanzas? Não, eles não viajam... Famas? Muito meno: há um mundo que organizar Cronopios? Talvez... Só os  cronopios podem saber de outros cronopios. Au revoir!